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Ajuda e Comércio UE/ACP: Novos DesafiosSource:Fórum Viver a Europa, Lisboa, p.1-3 (2004)URL:http://sociofonia.org/docs/Ajuda_e_Comercio_UE-ACP_JO.pdfAbstract:A leitura dos documentos do European Development Cooperation Project to 2010 da EADI (www.eadi.org/edc2010) e dos relatórios The Reality of Aid, elaborados pelas ONG da OCDE (www.realityofaid.org), assim como alguns resultados da literatura científica recente sobre o processo de desenvolvimento (Chang 2002 e 2003), permitem-nos situar alguns dos mais importantes desafios actuais e futuros com os quais a UE se vê confrontada na sua política de cooperação com os países do Sul, em geral, e com os ACP, em particular.Full Text:Fórum Viver a Europa 4 e 5 de Novembro de 2004 Centro de Congressos de Lisboa Ajuda e Comércio UE/ACP: Novos Desafios Jochen Oppenheimer (CEsA/ISEG) A leitura dos documentos do European Development Cooperation Project to 2010 da EADI1 (www.eadi.org/edc2010) e dos relatórios The Reality of Aid, elaborados pelas ONG da OCDE (www.realityofaid.org), assim como alguns resultados da literatura científica recente sobre o processo de desenvolvimento (Chang 2002 e 2003)2, permitem-nos situar alguns dos mais importantes desafios actuais e futuros com os quais a UE se vê confrontada na sua política de cooperação com os países do Sul, em geral, e com os ACP, em particular. Ajuda A UE fornece metade da APD (Ajuda Pública ao Desenvolvimento) bi e multilateral da OCDE. Três quartos desta APD da UE são bilaterais e só um quarto é da responsabilidade multilateral da UE. A tendência tem ido no sentido do aumento da parte multilateral, o que é um sinal positivo, na medida em que permite reduzir a sobredeterminação da APD pelos interesses não confessados (comerciais, geo-estratégicos, de política cultural externa, etc.) dos países membros da UE. Esta tendência torna ainda mais importante o debate sobre o rumo da política de cooperação comum da UE. Senão vejamos:
Comércio “Instead of enhancing Africa’s integration into the world economy, the free trade agreements proposed by the US and EU will likely result in Africa´s further marginalization and the undermining of the already perilous state of regional economic integration in Africa.”3 Nos últimos 30 anos, o relacionamento comercial da UE com os países ACP tem sido baseado no acesso não recíproco dos ACP aos mercados da UE. No entanto, as exportações das ACP para a UE-25 têm estagnado neste período, o que levou à redução da sua parte nas importações totais da UE-25, enquanto as importações provenientes dos "tigres asiáticos" e da China aumentaram substancialmente. A convenção de Cotonou (2000) veio substituir, ao longo de um período de transição de 2000 a 2008, o regime tarifário não recíproco por regimes compatíveis com as regras da OMC. Sendo assim, a convenção de Cotonou prevê a celebração, até 2007, de Acordos de Parceria Económica (APE), tendencialmente recíprocos, entre a UE e agrupamentos regionais de países ACP. Estes Acordos poderão incluir o comércio de serviços. Os desafios desta nova fase são de vária ordem (Gillson e Grimm, www.eadi.org/edc2010):
Face a estas difíceis e complexas questões técnicas que implicam negociações demoradas, nos próximos anos, entre os 77 países ACP e a UE, não devemos perder de vista algumas questões de fundo e os seus impactos a longo prazo:
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Próximos eventos
Informação áudioSobre os EPA (Economic Partnership Agreements)Documentação sobre o processo negocial entre a União Europeia e os países ACP (África, Caraíbas e Pacífico). Blogo Social PortuguêsCasino Crash, critical thinking on the financial and economic crisisGlobal Labour StategiesFocus on the Global South |
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