Decorreu em Lisboa, no passado dia 18 de Abril, a 2ª audiência portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque.
O seu objectivo foi o de proceder a uma avaliação dos 5 anos de ocupação no duplo aspecto: (i) das responsabilidades dos autores da agressão (os EUA e o Reino Unido) e (ii) da cumplicidade das autoridades portuguesas.
Esta avaliação teve a forma de uma Acusação, cuja formulação esteve a cargo do juiz do Supremo Tribunal de Justiça, Eduardo Maia Costa.
A Acusação debruçou-se sobre as violações do direito, os crimes cometidos pelos ocupantes, a onda de restrição das garantias individuais que irradia dos EUA a pretexto da luta «antiterrorista», as prisões secretas e os voos da CIA, a resistência iraquiana.
Foram ouvidos os testemunhos da iraquiana Eman Khamas, refugiada em Espanha; de Carlos Varea, coordenador do CEOSI – Campanha de Estado contra a Ocupação e pela Soberania do Iraque, Espanha; e de Manuel Raposo, membro da Comissão Organizadora do Tribunal-Iraque.
No fim da audiência fomos falar com Manuel Raposo.