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Conferência Internacional de Apoio ao Povo Saharaui

Blogo Social Português - Quinta, 02/04/2010 - 23:06

Granada, dias 6 e 7 de Março de 2010

OBJECTIVO:

Reunida em Barcelona, em Novembro de 2009, a 35ª EUCOCO (Conferência de Apoio ao Povo Saharaui) — face à prevista Cimeira da Presidência Espanhola da União Europeia (UE) e o Reino de Marrocos, agendada para Granada (Espanha) nos dias 6 e 7 do mês de Março de 2010 —, acordou, por unanimidade, realizar em paralelo uma Conferência Internacional de carácter político sobre o Sahara Ocidental, fazendo-a coincidir com a que realiza a UE e Marrocos, assim como outras acções que visam dar visibilidade ao conflito que opõe Marrocos às populações do Sahara Ocidental.

A conferência, denominada "Conferência Internacional de apoio ao Povo Saharaui", tem por objectivo mostrar à sociedade espanhola que as relações entre a UE e Marrocos não são possíveis enquanto este país continuar a ocupar ilegalmente um país vizinho, se negar a respeitar as resoluções da ONU sobre a celebração de um referendo de autodeterminação para o Povo Saharaui e persista em violar de forma sistemática os directos humanos.

A "Conferência Internacional de apoio ao Povo Saharaui" pretende contrariar as mensagens do Governo espanhol e marroquino sobre a importância estratégica de Marrocos e seu contributo para a UE, e a preparação da assinatura por aquele país do "Estatuto Avançado" de associado preferente da UE.

As mensagens da Conferência Internacional de apoio ao Povo Saharaui são:

  • Exigência do referendo de Autodeterminação.

  • Denúncia da violação dos Direitos Humanos.

  • Denúncia da espoliação dos recursos naturais do Sahara Ocidental, contrária ao direito internacional civil e humanitário.

  • A inclusão do tema do Sahara na Agenda da Presidência espanhola da UE.

CONTEXTO:

A conferência tem lugar num contexto político europeu, tratando-se de um encontro para debater o relacionamento entre a UE e Marrocos, num momento em que a Presidência Europeia pretende conceder um Estatuto de "associado privilegiado" a Marrocos. Não obstante o enquadramento claramente europeu, assistirão à "Conferência Internacional de apoio ao Povo Saharaui", como convidados, representantes internacionais do movimento político e civil de solidariedade com o Povo Saharaui.

Calendário da Conferência e acções públicas previstas para Granada, durante os dias 6 e7 de Março de 2010.

ANEXO 1

CALENDÁRIO E HORÁRIO DA CONFERÊNCIA



Dia: 6 de Março

11.00 h. - Conferência de Imprensa, na Associação de Imprensa ou lugar a indicar.

12,00 h. - Abertura da Exposição temática sobre o Sahara Ocidental.

18,00 h. - Credenciação dos participantes inscritos

18,30 h. - Projecção de curta-metragem sobre a violação dos DD.HH.

18, 45 h. - Abertura da Conferência: Autoridade pública andaluza

  • Apresentação e saudação do Presidente da FANDAS (Federação Andaluza de Associações Solidárias com o Sahara): Francisco Guerrero

  • Intervenção do Presidente da Task Force: senador Pierre Galand

  • Intervenção do Presidente da CEAS (Coordenadora Estatal de Associações de Solidariedade com o Sahara: José Taboada

19,30 h. – Tema: "O cenário internacional do conflito do Sahara Ocidental" - Mohamed Sidati, Ministro Conselheiro da RASD para a Europa.

20,00 h. MESA REDONDA: "A responsabilidade da Europa no conflito do Sahara Ocidental" (Outra Europa é possível).

- Parlamentares e forças políticas europeias.

21,00 h. - Encerramento da sessão.

 
Dia: 7 de Março

09,30 h. - Projecção da curta-metragem sobre a greve de fome de Aminetu Haidar, apresentada por artistas e pela Plataforma de apoio a Aminetu.

10,30 h. – Tema: "Situação nos territórios ocupados do Sahara Ocidental"

- Intervenção de activistas saharauis dos direitos humanos dos Territórios Ocupados do Sahara Ocidental.

11,45 h. - Leitura e aprovação do Manifesto da Conferência.


ANEXO 2

ACAMPAMENTO E MANIFESTAÇÃO DIA 6 E 7 DE MARÇO



1º - ACAMPAMENTO em Granada Sábado, dia 6 de Março.

Aos participantes na Manifestação e noutros eventos que se venham a realizar em torno da Cimeira EU-Marrocos, procurar-se-á proporcionar-lhes informação de alojamento e zonas da acampamento (parques ou zonas livres), na cidade de Granada.

O acampamento será livre, estando a ser estudada a possibilidade de realização de um Concerto Solidário, em conjunto com o Fosos Social de Granada.

2º - Manifestação Domingo día 7 de Marçoo às 13 h.

Está previsto que o lugar de concentração para o início da manifestação seja a Plaza del Triunfo1 de Granada, junto ao começo da Avenida. da Gran Vía. A cabeça da Manifestação empunhará uma grande pancarta, com a palavra-de-ordem: "Sem liberdade nem direitos Humanos." ¡¡ Não ao Estatuto com Marrocos!!, percorrendo a manifestação a Gran Vía, até ao El Salón, onde terminerá com a leitura de um Manifesto aprovado pela Conferência.


CEAS-Sáhara. Madrid, Janeiro 2010

1 Poderão ser estudados percursos alternativos, ante a possibilidade de coincidências com outras manifestações (como a dos Agricultores, etc.) e/ou a possível recusa por parte das autoridades governamentais.

Informação distribuída pela Associação de Amizade Portugal - Sahara Ocidental

03-02-2010

Defendendo a Mãe Terra em Cochabamba

Blogo Social Português - Quinta, 02/04/2010 - 22:43
Um informe de Porto Alegre sobre a iniciativa boliviana sobre a mudança climática

Na noite de 18 para 19 de dezembro, em Copenhague, um punhado de governos opôs-se ao texto apresentado pelos Estados Unidos, China, Brasil, Índia e África do Sul. Entre estes poucos, a Bolívia – representada pelo presidente Evo Morales, que tinha sido reeleito apenas alguns dias antes por uma maioria esmagadora – condenou fortemente tanto o processo (o texto foi discutido em pequenos grupos fora da ONU) como o seu conteúdo, que ficou muito longe de qualquer coisa próxima às recomendações do IPCC, não inclui nenhum limite às emissões ou compromissos de financiamento para o Sul.

Poucos dias depois, o presidente Morales lançou um convite para a Conferência Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática e os Direitos da Mãe Terra, em Cochabamba, Bolívia, de 19 a 22 de abril de 2010. Embora a iniciativa de Morales tenha levantado muito interesse e entusiasmo de redes de ativistas através do mundo, há ainda muitas questões sobre a natureza e os objetivos da conferência. Pablo Sólon, embaixador da Bolívia nas Nações Unidas e um veterano do Fórum Social Mundial, veio a Porto Alegre, nos eventos do décimo ano do Fórum Social Mundial, para compartilhar informações e reunir apoio para a conferência. Ele passou três horas reunido com ativistas e movimentos de justiça climática e houve uma troca de informações e opiniões muito útil.

Na seqüência do fracasso de Copenhague e da pressão crescente para os governos assinarem o Acordo de Copenhague, a Bolívia acredita que é vital tomar alguma iniciativa imediata para mudar a correlação de forças para deslocar a agenda internacional. A proposta é original: convidar todos os governos, agências da ONU, cientistas, movimentos sociais e ONGs – sem condições – para participar em grupos de trabalho e preparar conclusões e uma declaração final.

Até agora, vários governos indicaram que eles comparecerão, incluindo alguns de países latino-americanos e europeus. O objetivo dos bolivianos é ter vários chefes de estado e um grande número de ministros. Os bolivianos também estão seguros quanto à participação de algumas agências da ONU, mas está em aberto a questão do nível de representação dos governos e das agências da ONU. Muitos ativistas e cientistas mostraram interesse e vários já confirmaram sua participação.

A conferência tem seis objetivos:

  • analisar as causas estruturais e sistêmicas da mudança climática e propor medidas efetivas para facilitar o bem-estar de toda a humanidade em harmonia com a natureza.

  • discutir e pactar o esboço de uma Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra.

  • consensuar propostas para um novo compromisso com o Protocolo de Kyoto e projetos para uma decisão da COP nos Marcos das Nações Unidas para a Mudança Climática, que irão guiar futuras ações daqueles paises que estão engajados de forma duradoura nas negociações sobre mudanças climáticas.

  • trabalhar na organização de um referendo mundial popular sobre a mudança climática.

  • analisar e delinear um plano de ação para a criação de um Tribunal de Justiça Climática.

  • definir estratégias de ação e mobilização em defesa da vida contra a mudança climática e pelos direitos da Mãe Terra.

Até agora foram identificados 16 grupos de trabalho mas outros podem ser acrescentados até o limite de 20 devido aos limites de espaço e tradução (a tradução será somente em espanhol e inglês).

Eles são: causas estruturais; harmonia com a natureza; direitos da Mãe Terra; referendo sobre a mudança climática; Tribunal de Justiça Climática; migrantes e refugiados climáticos; povos indígenas; dívida climática; visão compartilhada; protocolo de Kyoto; adaptação; financiamento; transferência de tecnologia; florestas; perigos do mercado de carbono; estratégias de ação (veja http://cmpcc.org para mais informações)

Os grupos de trabalho prepararão propostas que serão agregadas ao texto final. Os grupos começarão a trabalhar no início de fevereiro por email. Ao lado das questões temáticas, grupos são convidados para auto-organizarem atividades e uma conferência científica também está planejada. Finalmente, os bolivianos estão encorajando a formação de comitês nacionais para preparar a conferência, o que facilitará a criação de um movimento ou uma rede após a conferência.

Muitas objeções podem ser levantadas sobre esta proposta. O tempo é muito curto e viajar a Cochabamba é caro e difícil. Misturar representantes de governos, da agências da ONU, movimentos sociais e ONGs pode criar problemas para muitos dos participantes potenciais que preferem manter sua autonomia. Não há comitê organizador da conferência – o convite vem diretamente de Evo Morales – o que tem a vantagem de evitar debates sobre que faz ou não faz parte do comitê, mas que também cria problemas sobre como a conferência será conduzida. A preparação será feita pela internet, mas todo mundo sabe como é difícil organizar os debates com estes instrumentos e em duas línguas apenas. E assim por diante...

Ao mesmo tempo, ficou claro em Porto Alegre que todos os movimentos sociais da América Latina apoiarão e irão à Cochabamba, bem como muitas delegações de outros continentes, motivados pela necessidade de construir uma grande coalizão global pela justiça climática. E todos sabemos que em períodos de incerteza e transição, como são os que vivemos, iniciativas que podem ser vistas como irrealistas são, de tempos em tempos, aquelas que podem mudar o curso da história.

Christophe Aguiton e Nicola Bullard

Porto Alegre 28 de janeiro de 2010

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Marcha encerra o Fórum Social da Bahia

Blogo Social Português - Segunda, 02/01/2010 - 18:17
Integrantes dos movimentos sociais de diversos estados do Brasil embalados pelo som de batucadas e trios formaram um tapete colorido com predominância do vermelho pelas ruas de Salvador, capital baiana, em caminhada de encerramento do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, do bairro de Ondina ao Farol da Barra, na tarde ensolarada deste domingo (31/1).

A caminhada fez o roteiro contrário ao circuito do carnaval

Os três dias de Fórum reuniram 10 mil inscritos e, segundo estimativa da organização, em torno de 20 mil participaram dos debates. A estimativa tem por base a participação na programação oficial e em um grande número de encontros e mesas redondas autogestionados sobre diversos temas que movimentaram a cena baiana desde o dia 29 de junho.

O evento, pela primeira vez, sediado na Bahia, em dez anos de existência do Fórum Social Mundial, contou com o apoio do governo federal e estadual para sua realização e concretizou o debate , entre governo e movimentos sociais, de uma agenda comum para o desenvolvimento. "O Fórum ensaiou e aprovou uma nova proposta política de que, para mudar o mundo, é indispensável a parceria entre forças sociais e governos que compartilham dos mesmos ideais", afirmou o assessor da Presidência da República, encarregado pelo apoio ao FSMT-BA, Carlos Tibúrcio. "Se construiu, de fato, a ponte social, política e cultural entre o Brasil e o Fórum de Dakar em 2011. Portanto, esse Fórum foi uma vitória e isso deixa o governo federal muito feliz", destacou Tibúrcio.

Satisfação partilhada também entre os diferentes setores dos movimentos sociais. "De fato, se confirmou uma proposta inovadora em defesa de um novo projeto de nação, focado na valorização do trabalho e do trabalhador e, consequentemente, na luta pela redução da jornada de trabalho, pela reforma agrária, fortalecimento da agricultura familiar e, sobretudo, pela continuidade das mudanças iniciadas pelo presidente Lula", pontuou o presidente da seção baiana da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, e integrante da Comissão Organizadora do FSMT-BA, Adilson Araújo.

Candidatura da Bahia

A proposta da candidatura da Bahia para sediar o Fórum Social Unificado de 2013 marcou o ato de encerramento no Farol da Barra. Christoph Aguiton (Attac-França), representando o continente europeu e um dos fundadores do Fóum Social Mundial, disse que a realização vitoriosa do FSMT credencia a Bahia a se inscrever como candidata ao FSM em 2013.

A proposta recebeu o reforço de Pascoal Carneiro e Martiniano da CTB e da CUT, respectivamente, que destacaram os importantes debates envolvendo a busca de alternativas para o desenvolvimento dos países, em especial da América Latina e África, baseada na valorização do trabalho. O representante do continente africano, Samba Buri (Africa do Sul) se referiu ao contingente, que ele chamou, de afro-descendentes, para reforçar a proposta da Bahia sediar o FSM , pós Dakar.

Da redação local,
contribuiu Camila Jasmin


Marcela Rodrigues
Dir. de Relações Institucionais da UNE
11-66553222 61-81969865
www.une.org.br

report

Global Labour Stategies - Sexta, 01/29/2010 - 10:53
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Labor and Climate Change: A Briefing Paper for Activists

Global Labour Stategies - Quinta, 01/28/2010 - 16:22

by Tim Costello and the Labor Network for Sustainability

["Labor and Climate Change" is a briefing paper that provides activists inside and outside the labor movement a way to understand the interests and concerns of different segments of organized labor in climate change issues.  It was the last major work by Tim Costello, who died in December, 2009.]

This briefing paper provides a strategy for addressing organized labor’s stake in climate change. Its goal is to provide activists inside and outside the labor movement with the information they need to help shape effective, worker friendly climate protection policies and garner support for them from organized labor.

The findings are based primarily on a detailed survey of the climate change record, self-interest, and decision making process of 17 labor organizations.  These unions and federations were selected to reflect the range of industries, occupations, and organizational cultures of the US trade union movement. The results of these surveys were compiled into profiles which include basic information, analysis, contact data, and other relevant information. The complete profiles are over 300 pages. They draw on both available public information and on a series of private conversations with top union officials and other knowledgeable sources.  And we have identified over 400 labor leaders at the local, regional and national level.

The findings also draw on contact with a broad swath of unions not surveyed in detail. Here we draw on scores of private conversations about climate change with top leaders, participation in many labor-oriented conferences on climate change, and decades of experience in the labor movement.

To make this information actionable, this briefing paper also provides an introduction to the structure and decision-making processes of the US labor movement that we hope will help newcomers navigate the complex world of organized labor.

In a nutshell

Today the American labor movement—like the rest of American society and like labor movements throughout the world—is being forced to grapple with climate change and climate change mitigation.

Organized labor’s approach to climate change is primarily employment based. Unions like the green job gains; but they fear the potential job losses from phasing out carbon fueled industries.   This should not be surprising since unions are organized primarily to look after the specific employment interests of workers.

But a narrow focus on the short term has led some unions to neglect the longer term effects of climate change on jobs, workers, and their communities and the action needed to address them.  Unless labor develops a full-fledged response to climate change it is likely to left by the roadside in what will be the pivotal challenge of the 21st century.

Labor has come a long way in the last two years. Today, almost all unions have a “green jobs” focus. Both national labor federations and many individual unions recognize the threat of climate change and call for policies to address it.  The AFL-CIO has even established a Center for Green Jobs to promote green jobs, establish appropriate job standards, and help train workers to fill them.

But on the difficult question of transitioning away from existing high carbon energy sources and industries labor faces big challenges.  Indeed it is important to remember that even the most far sighted trade union leaders have a very difficult job: They must represent the immediate interests of existing members, some of whom may face job losses in the transition to a low carbon economy, while keeping in mind the longer term social and ecological concerns.

Your browser may not support display of this image. Labor matters in the fight against climate change. Even in its weakened condition, it retains enough political clout to help or hinder the passage of meaningful climate change legislation. It will be up to activists inside and outside of the labor movement to help make clear labor’s stake in climate protection.  That task begins with a clear understanding of the complicated dynamic around climate change in the labor movement.

While unions are bargaining opponents of their employers over wages and working conditions, they have a long tradition of building alliances with them over public policy issues that affect growth in their sectors.   This too often leads unions to follow the narrow self-interest of their industry instead of developing independent positions representing the interests of labor as a whole. A recent, and striking, example is the UAW’s long alliance with the big car companies in opposition to strong fuel economy standards – a policy which contributed not only to carbon emissions but to the current crisis in the American auto industry.  Such shortsighted sectoral alliances can be a significant obstacle to drawing labor into the climate change fight.

But there are grounds for optimism. Although labor’s response has often been confused and contradictory, there is a growing awareness that re-tooling the energy and transportation infrastructure and retrofitting existing buildings to make them more energy efficient can both save the planet and create a new sustainable economy that will benefit all. One illustration of that change is the UAW’s support (along with ten auto companies) for the new, more stringent fuel economy standards proposed by President Obama in May, 2009.

Meeting the challenge posed by climate change will require some wrenching changes in the way we live and work. Navigating those changes in ways that result in a more sustainable, more just, society will require changes in public opinion, government policy, the economy, and technology. Change in the labor movement is part of that process:  Labor can serve either as an accelerator or as a brake on the process as a whole.

The full Briefing Paper is available here:  Labor and Climate Change: A Briefing Paper for Activists (PDF Format)

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The Prince of Denmark

Focus on the Global South - Quinta, 01/21/2010 - 23:54
by Akbayan! Representative Walden Bello Like Hamlet, Shakespeare’s conflicted Prince of Denmark, China was caught between conflicting currents in Copenhagen. Its failure to manage these led to its biggest diplomatic debacle in years. Almost a month after the debacle at the United Nations climate conference in Copenhagen (Conference of Parties or COP 15), the question of who scuttled the talks elicits fury and derision. Interestingly, in many accounts, President Barack Obama comes across either as a figure who valiantly tries to rescue a doomed conference or as a well-meaning head of state whose hands are unfortunately tied by the realities of US politics

Petição pela Guiné-Bissau: "O desenvolvimento é um processo de longo prazo"

Blogo Social Português - Quinta, 01/21/2010 - 22:47
Petição submetida pelas organizações CIDAC (Portugal), INTERPARES (Canada) e Solidarité Socialiste (Belgique)

Aos Ministros dos Negócios Estrangeiros Europeus,
Aos dirigentes das ONG europeias,

Desde a conquista e reconhecimento da sua independência em 1974, a Guiné-Bissau tem padecido de instabilidade política e demonstrado pouca capacidade em assegurar um nível mínimo de satisfação das necessidades básicas para os seus cerca de 1,5 milhões de habitantes. Confrontada com uma predação crescente dos seus recursos naturais, com riscos ambientais e sociais devidos à uma exploração mineira sem quadro legislativo apropriado e à incapacidade do Estado em assumir o seu papel de regulador e árbitro, com recentes ondas de assassinatos políticos inexplicados, o país encontrou-se também nestes últimos 4 anos preso nas malhas do narcotráfico. A Guiné-Bissau inscreve-se numa região em que a soma das instabilidades representa um risco real para toda a África Ocidental.

Neste contexto bastante volátil, as Organizações Não Governamentais da Guiné-Bissau têm tido um papel fundamental na manutenção de uma estabilidade mínima através da sua acção cívica, e na permanência de um leque de serviços de base para as populações nas áreas da saúde, educação, agricultura, economia, ambiente... através das suas intervenções tanto em zonas rurais como urbanas. Na sequência dos processos eleitorais legislativo e presidencial decorridos em 2008 e 2009, que repuseram a ordem constitucional no país, as organizações da Sociedade Civil Guineense terão ainda um papel crucial a desempenhar em favor do enraizamento da democracia, da justiça social, da luta contra a pobreza e pelo meio-ambiente, ao lado de um Estado que continua frágil e com poucos meios para chegar ao conjunto da sua população e do seu território.

Perante um cenário e num momento em que a necessidade de continuidade e de reforço do apoio às Organizações da Sociedade Civil guineenses parecem uma evidência e uma condição imprescindível para a construção e consolidação de uma verdadeira cultura de paz na Guiné-Bissau, assistimos, inquietos, a anúncios da saída de aliados das ONG guineenses, sendo de destacar o anúncio da retirada de parceiros históricos como é o caso da OXFAM NOVIB, na sequência de alterações drásticas do quadro de cooperação holandês.

Alegar a falta de resultados visíveis perante os esforços e investimentos levados a cabo pelos Estados e ONG europeus na Guiné-Bissau é, além de uma contra verdade, um erro estratégico fundamental. O desenvolvimento é um processo de longo prazo e o alcance da justiça social só é possível através de laços de solidariedade que também precisam de tempo para amadurecer e dar frutos.

Os abaixo-assinados, organizações e pessoas singulares, apoiam esta petição, e reiteram a necessidade,

dos doadores,
dos governos europeus,
das ONG europeias,

não cederem às tendências de concentração da ajuda que de maneira muito clara marginalizam ainda mais países como a Guiné-Bissau e reconsiderarem a sua relação com a Guiné-Bissau, disponibilizando fundos e mantendo ou tecendo alianças e laços de solidariedade de longo prazo com as OSC guineenses, garantindo assim que estas podem continuar a desempenhar o seu papel vital em favor do desenvolvimento do país.

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Lembrar Gaza: "não perdoaremos"

Blogo Social Português - Quinta, 01/21/2010 - 21:53
Intervenção na Concentração Lembrar Gaza em 18 de Janeiro de 2010

Hoje assinalamos a passagem de um ano após o fim do massacre da operação Chumbo Fundido e a retirada das tropas de Israel para as linhas externas do cerco de Gaza.

Desde então Israel tem apertado o cerco a Gaza. Apesar dos bilhões de dólares prometidos pela comunidade internacional para a sua reconstrução, Israel nem sequer deixa entrar cimento em Gaza. A pouca reconstrução que está em curso procede com base em materiais reciclados dos escombros! Mas a situação de Gaza em termos humanitários, sobretudo em termos da saúde pública, mantém-se calamitosa. É um desastre produzido deliberadamente como estratégia de Israel.

Como é possível que ao longo do último ano, face a uma situação que Amnistia Internacional apelou de “castigo colectivo”, nada de efectivo tenha sido feito para acabar com o cerco a Gaza, nem acabá-lo, nem sequer aliviálo?

É triste, demasiadamente triste, mas vale a pena comparar a resposta da comunidade internacional ao desastre humanitário trágico mas natural que resultou do sismo no Haiti na semana passada à resposta da comunidade internacional ao massacre humanitário que resultou dos bombardeamentos de Gaza de há um ano: não é por causa da diferença de escala dos dois desastres que as respostas têm sido muito diferentes. No caso do Haiti, verifica-se uma consciência da evidência da necessidade de agir, a rapidez e a amplitude da acção. É louvável e demonstra a capacidade real que a comunidade internacional tem quando existe um sentido de obrigação moral e humanitária. Mas no Haiti tratou-se de um sismo, um evento natural. No caso de Gaza, o desastre humanitário foi e é um acto de homens; trata-se de uma barbaridade, de um acto desumano resultante de decisões políticas do Governo do Estado de Israel.

E como deveremos entender e encarar essa política de Israel?

Trata-se de uma política de esmagamento do povo palestiniano de Gaza, uma demonstração da sua capacidade dissuasora que serve de lição para o povo palestiniano e para todos os povos da região. É a política intencional e estratégica do uso de força desproporcional. É para dizer aos palestinianos e aos libaneses e aos sírios: "Se me incomodarem minimamente com a vossa resistência aos meus desígnios, eu desfaço-os; se me picarem com um mosquito, eu envio um F-16 com bombas de duas toneladas. Se me enervarem com rockets e bombinhas, lanço fósforo branco sobre as vossas cidades!" É a ideia que ouvimos vezes sem fim da parte dos Israelitas, a ideia de que "os Árabes só entendem a força"! Israel simplesmente não acredita na possibilidade de relações normais com os povos vizinhos a não ser como resultado de submissão após a demonstração da sua superioridade e invencibilidade. É por isso que vimos o uso de fósforo branco em Gaza e de bombas de fragmentação no sul de Líbano no verão de 2006; é por isso que se destruiu quase toda a infra-estrutura e indústria de Gaza e que se bombardeou quarteirões inteiros de Beirute! É uma perspectiva militar e política baseada no pressuposto de que será só com a comissão de barbaridades que os palestinianos e os Árabes receberão a mensagem da dominação de Israel.

Trata-se de uma mentalidade criminosa, mas também de uma política que tem sido tratada com impunidade e apoiada pelos Estados Unidos, com a sua ajuda militar financeira e logística.

Estamos perante uma política de destruição de um povo, um genocídio em curso.

E porque é que o mundo permite que esta situação se produza e se mantenha? É o resultado da demonização dos Árabes em geral e dos palestinianos em particular. Apontando os dedos aos fundamentalistas islâmicos do Hamas, o ocidente e a propaganda israelita têm diabolizado o povo palestiniano de Gaza devido à sua resistência a Israel. Mas é este Hamas que representa fielmente uma grande proporção da população palestiniana, que foi escolhido pelo povo em eleições que Jimmy Carter chamou de "honestas e livres" e que muitos outros têm reconhecido como as eleições mais democráticas de sempre no Médio Oriente! O povo palestiniano de Gaza tem sido cercado e deixado à fome porque ousou escolher os islamistas do Hamas em eleições livres! E o cerco tem sido apertado ao longo dos últimos 2 e meio anos porque Hamas reagiu a uma tentativa de golpe em Gaza e tomou o poder. Todo o povo de Gaza é diabilizado por causa de rockets que caiem sobre o sul de Israel.

Mas de facto, durante a trégua entre Hamas e Israel, durante 6 meses, quase nenhum rocket foi lançado de Gaza.

Mas sabemos que durante as tréguas, Israel não cumpriu a sua parte e não aliviou o cerco de Gaza, e sabemos que foi no dia 4 de Novembro de 2008, o grande dia da vitória eleitoral de Obama nos Estado Unidos, que Israel deliberadamente rompeu as tréguas atacando e matando militantes do Hamas, prometendo um Armagedão se houvesse uma resposta do Hamas.

Portanto a demonização do povo palestiniano de Gaza é o produto de propaganda eficaz e da mentira. E com base nestas mentiras, o mundo liderado pelos Estados Unidos deixa impune um Israel que, nas palavras de Amnistia Internacional, comete um "castigo colectivo" sobre todo o povo de Gaza.

A destruição do povo palestiniano de Gaza continua e ultimamente temos ouvido de novo ameaças da parte de Israel para repetir os ataques sobre Gaza.

Não só temos que evitar novos ataques, temos que pôr um fim a este genocídio de Gaza, este genocídio que tem procedido a ritmo intermitente, começando com o desenraizamento do povo como táctica de guerra em 1947 e continuando com actos de repressão violenta em 1958, 1967, durante a primeira Intifada, com incursões rotineiras durante o "Processo de Paz", com bombardeamentos contínuos após a segunda Intifada e sobretudo com o bloqueio e cerco desde então.

Bem antes da operação Chumbo Fundido, Sara Roy, economista de Harvard, tinha alertado para a destruição da economia de Gaza e Mary Robinson, a Alta Comissária pelos Direitos Humanos das Nações Unidos, tinha falado na "destruição de toda a civilização de Gaza". A operação Chumbo Fundido foi a culminação da política de genocídio com a sua destruição e com os 1.400 mortos, 313 dos quais crianças.

Temos que lembrar Gaza! Temos que lembrar que o genocídio pode ser parado, o povo de Gaza pode ser liberto da sua prisão e que as portas desse campo de concentração podem ser abertas.

Perante o direito internacional o cerco de Gaza é ilegal. Temos que pressionar os governos da União Europeia para romper com a política de Israel e dos Estados Unidos e exigir que o direito internacional seja aplicado para acabar com o cerco a Gaza.

Ao longo deste ano houve um momento decisivo nesta luta pela aplicação do direito internacional com a publicação do Relatório Goldstone que imputou graves crimes de guerra e crimes contra a Humanidade contra Israel durante a Operação Chumbo Fundido. O Relatório concluiu que o Estado de Israel, as suas Forças Armadas e o seu Governo tem vindo a cometer graves crimes contra a Humanidade pelo castigo colectivo deliberadamente concebido e imposto sobre o povo palestiano com o bloqueio de Gaza.

Sabemos o que foi a história do Relatório Goldstone.

É a altura de pedir sanções contra o Estado de Israel. Como no Reino Unido, deveríamos lutar pela aplicação da jurisdição universal em Portugal e nos restantes países da União Europeia para que nenhum criminoso de guerra das forças armadas de Israel ou do seu governo pudesse entrar no espaço do nosso país ou da Europa sem ser preso!

Neste aniversário do fim da Operação Chumbo Fundido, temos que lembrar Gaza. Aqui neste Largo de São Domingos, com todo o seu significado, vamos evocar os mortos e a destruição mas temos que redobrar os nossos esforços para romper o cerca de Gaza, para acabar com o cerco de Gaza.

O cerco de Gaza é uma frente da longa ocupação dos territórios palestinianos tomados por Israel em 1967. Temos, aqui em Portugal, de contribuir para a luta internacional de solidariedade com a Palestina para acabar com a ocupação. Há muitas maneiras de fazer isso e todas as organizações e personalidades que apoiam esta iniciativa para Gaza, estão a desenvolver esforços a favor da solidariedade com o povo palestiniano. Mas se quisermos ter um impacto real, temos, em conjunto, de encontrar uma linguagem e produzir as mensagens compreensíveis para o povo português para trazer a questão da ocupação israelita e dos direitos dos Palestinianos para a opinião pública portuguesa, para tirar esta luta justa da marginalidade.

Temos que sair da marginalidade com mensagens e acções que sejam realistas e à altura do momento, temos que entender que existe um consenso internacional com respeito ao conflito e que os impedimentos para o progresso na aplicação das soluções são identificáveis e susceptíveis à pressão da opinião pública. Trata-se da política dos Estados Unidos em primeiro lugar e da dependência da política da União Europeia em relação aos Estados Unidos. Em certa medida temos vindo a assistir na Europa a um enfraquecimento da hegemonia desta política dos Estados Unidos.

Vimos, por exemplo, como Portugal votou a favor do Relatório Goldstone na Assembleia Geral das Nações Unidas. Isto foi sinal de uma evolução importante em relação à subordinação da nossa política à política de Bush e Blair na altura do governo de Durão Barroso. Temos que sair do isolamento e ter uma influência na política portuguesa para assegurar um progresso contínuo no tratamento da questão da ocupação israelita e os direitos do povo palestiniano. Temos que aproveitar todas as plataformas que nos permitam transmitir claramente a mensagem de que é a obrigação da política portuguesa pautar-se pela aplicação do direito internacional ao caso da ocupação israelita e para o direito de auto-determinação do povo palestiniano.

A Iniciativa Lembrar Gaza é mais um passo na construção de um movimento de opinião e de acção nesse sentido. É uma iniciativa que juntou uma grande diversidade de organizações e de indivíduos. É uma iniciativa que tem o patrocínio de partidos políticos com assento no Parlamento, os quais têm o dever e a vontade de levar estas questões para o centro do debate sobre a política externa do nosso país. É uma iniciativa que tem a participação de organizações sindicais que em conjunto representam centenas de milhares de trabalhadores portugueses. A Iniciativa Lembrar Gaza pode ter uma influência profunda na política portuguesa e, através de Portugal, na política da União Europeia. Temos que continuar a desenvolver esta iniciativa.

Lembramos Gaza e lembramos os direitos do povo palestiniano. Se nós não nos lembrarmos de Gaza, quem vai lembrar? Lembraremos Gaza. Não esqueceremos; não perdoaremos.

Alan Stoleroff

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Assembleia aberta da Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato (PAGAN)

Blogo Social Português - Quarta, 01/20/2010 - 23:43

A PAGAN convida a todes a assistir e a participar na Assembleia Aberta a realizar no dia 23 de Janeiro (Sábado), pelas 15 h, na Crew Hassan Cooperativa Cultural: Rua das Portas de Santo Antão, 159 1150-267 Lisboa.

Nesta Assembleia Aberta contamos alargar a Plataforma, debater ideias e partilhar propostas de acções a desenvolver até à ocasião da Cimeira da NATO em Portugal (19, 20 e 21 de Novembro/2010).

COMPAREÇAM E DIVULGUEM ENTRE OS VOSSOS CONTACTOS!


PAGAN – Quem Somos? - Constituída a 30 de Setembro de 2009, a Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato (PAGAN) é um movimento anti-militarista português integrado na campanha internacional «No to War, No to NATO». (Apelo acordado em Stuttgart a 5 de Outubro de 2008)

Motivada pela circunstância de a próxima cimeira da NATO se realizar em Portugal em finais de 2010, a PAGAN foi criada com o propósito de manifestar pública e pacificamente o desagrado com as políticas belicistas da NATO.

A PAGAN pretende também ser um veículo de informação sobre as alternativas anti-militaristas de que todos os cidadãos dispõem de forma a não compactuar com os interesses bélicos da NATO.
Este é um movimento aberto a todos aqueles que pretendam afirmar o seu repúdio pela guerra e pelas instituições que a representam e patrocinam.

http://antinatoportugal.wordpress.com/
antinatoportugal@gmail.com


A No to war – No to NATO é uma coligação internacional de grupos e organizações de um vasto espectro político, unidos pela sua oposição à NATO, à guerra da NATO no Afeganistão e ao papel cada vez mais agressivo da NATO em todo o mundo. Encontra-se aberta a todos os grupos e organizações que partilham da nossa oposição à NATO, desde que não apoiem regimes ou ideologias repressivas, como o racismo.
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